Reposicionamento

terça-feira, 28 de abril de 2009
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Muitas empresas caíram e caem na armadilha das mudanças drásticas de coisas que não precisam de alteração, apenas aprimoramento”.
O que lembra a história de duas pulgas.

Duas pulgas estavam conversando e então uma comentou com a outra:
Sabe qual é o nosso problema?
Nós não voamos, só sabemos saltar. Daí nossa chance de sobrevivência quando somos percebidas pelo cachorro é zero.


É por isso que existem muito mais moscas do que pulgas.
E elas contrataram uma mosca como consultora, entraram num programa de reengenharia de vôo e saíram voando.
Passado algum tempo, a primeira pulga falou para a outra: - Quer saber? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do cachorro e nosso tempo de reação é bem menor do que a velocidade da coçada dele.
Temos de aprender a fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam vôo rapidamente.


E elas contrataram o serviço de consultoria de uma abelha, que lhes ensinou a técnica do chega-suga-voa.
Funcionou, mas não resolveu.
A primeira pulga explicou por quê:- Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar muito tempo sugando. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando direito.
Temos de aprender como os pernilongos fazem para se alimentar com aquela rapidez.

E um pernilongo lhes prestou uma consultoria para incrementar o tamanho do abdômen. Resolvido, mas por poucos minutos.
Como tinham ficado maiores, a aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram espantadas antes mesmo de pousar.
Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha:
- Ué, vocês estão enormes! Fizeram plástica?
- Não, reengenharia. Agora somos pulgas adaptadas aos desafios do século 21. Voamos, picamos e podemos armazenar mais alimento.
- E por que é que estão com cara de famintas?

- Isso é temporário. Já estamos fazendo consultoria com um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar.
E você? - Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sacudida. Era verdade.
A pulguinha estava viçosa e bem alimentada. Mas as pulgonas não quiseram dar a pata a torcer:
Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em uma reengenharia? -

Quem disse que não?
Contratei uma lesma como consultora.
- Hã? O que as lesmas têm a ver com pulgas?
- Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês duas. Mas, em vez de dizer para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse a situação e me sugerisse a melhor solução.
E ela passou três dias ali, quietinha, só observando o cachorro e então ela me deu o diagnóstico.


- E o que a lesma sugeriu fazer??
“-Não mude nada. Apenas sente no cocuruto do cachorro. É o único lugar que a pata dele não alcança”

Você não precisa de uma reengenharia radical para ser mais eficiente…
Muitas vezes, a GRANDE MUDANÇA é uma simples questão de reposicionamento.

Texto atribuído a Max Gehringer

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
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A Flor e a Fonte

domingo, 24 de agosto de 2008
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"- Deixa-me, fonte!" Dizia a flor, tonta de terror.
E a fonte, sonora e fria, cantava, levando a flor.
"- Deixa-me, deixa-me, fonte!" Dizia a flor a chorar.
"- Eu fui nascida no monte... "Não me leves para o mar".
E a fonte, rápida e fria, com um sussurro zombador,
Por sobre a areia corria, corria levando a flor.
"- Ai, balanços do meu galho, balanços do berço meu;
Ai, claras gotas de orvalho caídas do azul do céu!...
Chorava a flor, e gemia, branca, branca de terror,
E a fonte, sonora e fria, rolava levando a flor.
"- Adeus, sombra das ramadas, cantigas do rouxinol;
Ai, festa das madrugadas, doçuras do pôr do sol;
Carícia das brisas leves que abrem rasgões de luar...
Fonte, fonte, não me leves, não me leves para o mar!"
As correntezas da vida e os restos do meu amor
Resvalam numa descida, como a da fonte e da flor...
(Vicente de Carvalho - poeta)

Voe Alto

domingo, 3 de agosto de 2008
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Logo após a 2ª Guerra Mundial, um jovem piloto inglês
experimentava o seu frágil avião monomotor
numa arrojada aventura ao redor do mundo.
Pouco depois de levantar vôo de um dos pequenos e improvisados
aeródromos da Índia, ouviu um estranho ruído
que vinha de trás do seu assento.
Percebeu logo que havia um rato a bordo e que poderia,
roendo a cobertura de lona, destruir o seu frágil avião.
Poderia voltar ao aeroporto para se livrar de seu incômodo,
perigoso e inesperado passageiro.
Lembrou-se, contudo, de que os ratos não resistem a grandes alturas.
Voando cada vez mais alto, pouco a pouco cessaram os ruídos
que quase colocaram em perigo a sua viagem.

Se o ameaçarem destruir por inveja, calúnia ou maledicência ...
VOE ALTO...

Se o criticarem ...
VOE MAIS ALTO...

Se fizerem injustiças a você ...
VOE MUITO MAIS ALTO !!!
(Autos Desconhecido)


Namorados do Mirante

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Eles eram mais antigos que o silêncio
A perscrutar-se intimamente os sonhos
Tal como duas súbitas estátuas
Em que apenas o olhar restasse humano.
Qualquer toque, por certo, desfaria
Os seus corpos sem tempo em pura cinza.
Remontavam às origens – a realidade
Neles se fez, de substância, imagem.
Dela a face era fria, a que o desejo
Como um hictus, houvesse adormecido
Dele apenas restava o eterno grito
Da espécie – tudo mais tinha morrido.
Caíam lentamente na voragem
Como duas estrelas que gravitam
Juntas para, depois, num grande abraço
Rolarem pelo espaço e se perderem
Transformadas no magma incandescente
Que milênios mais tarde explode em amor
E da matéria reproduz o tempo
Nas galáxias da vida no infinito.
Eles eram mais antigos que o silêncio...



Dádivas...

domingo, 20 de julho de 2008
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"Todo encontro e partilhar de pessoas é uma troca de dádivas.
Minha dádiva sou eu; a sua é você. Somos dádivas um para o outro."
(Do livro Arrancar Máscaras! Abandonar Papéis! - John Powell e Loretta Brady)

O Tempo

sábado, 12 de julho de 2008
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A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade,

eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho

a casca dourada e inútil das horas...

Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

(Mario Quintana)